Quem é o inimigo?
Por George Hirata • 1 nov, 2008 • Seção: George HirataDia 30 de setembro, é o primeiro dia do ano de 5769 no calendário judaico. Começo de ano é sempre um momento para refletirmos sobre o que passou e planejarmos o futuro.
Quero começar analisando o passado do Enduro a Pé. O que foi feito de errado para o nosso esporte não ter conquistado uma posição melhor entre os esportes de aventura praticados no Brasil?
Para mim, chamam a atenção duas atitudes antiéticas que presenciamos em diversos momentos da história do nosso esporte: a concorrência desleal entre organizadores e a crÃtica destrutiva.
Um dos maiores erros dos novos organizadores foi querer disputar um mercado, contribuindo pouco para o seu crescimento. Em diversas localidades, presenciamos o surgimento de novas organizações, simplesmente dividindo os competidores entre duas ou mais competições.
Nos grupos de discussão do esporte e nos murais de recados dos organizadores, vivenciamos competidores e organizadores criticando, com o intuito claro de desmoralizar, desacreditar e, se possÃvel, destruir. Até mesmo competidores com pouco tempo no esporte, começaram a se achar no direito de dar seus palpites de forma desrespeitosa, sem conhecimento de causa.
Também não é fácil ficar lendo mensagens de autopromoção. Mensagens que divulgam uma série de números mirabolantes e feitos homéricos, procurando sempre diminuir aqueles que são considerados adversários.
O mais grave ocorre quando algumas pessoas mais envolvidas com o esporte não conseguem compreender a necessidade de unir forças para trabalharmos juntos. O rancor, a inveja e o medo dominam suas ações e suas idéias. Nenhuma ação é vista de forma positiva. Todas as iniciativas são colocadas em dúvida. Continuam a querer desacreditar aqueles que estão trabalhando pelo crescimento do esporte. Começam a colocar em dúvida o próprio esporte!
Não percebem quem é o verdadeiro inimigo do Enduro a Pé!
Na verdade, temos muitos inimigos que precisam ser combatidos em conjunto. Inimigos no sentido de que atrapalham nossos planos de desenvolvimento do Enduro a Pé.
Quantas atividades pouco saudáveis estão na preferência dos nossos jovens? Quantas pessoas preferem ficar o final de semana todo em casa, descansando, sem fazer nada? Quantas dormem o dia todo por passarem madrugadas empenhadas em diversas atividades nada saudáveis?
Mas, então o que precisamos fazer? Convencer! Mostrar para esse público, que o Enduro a Pé pode trazer muitos benefÃcios, que é um esporte que vale a pena ser praticado.
Para isso, devemos seguir alguns bons exemplos. A organização da Copa North, de Campinas, é uma delas. Desde o princÃpio, seu maior investimento foi na formação de novos competidores. Quantos competidores surgiram na cidade de Campinas? O organizador do Campeonato Paulista também encontrou essa solução para superar todas as dificuldades que precisou enfrentar no último ano. Está investindo na formação de novas equipes. E com isso, voltou a contar com um bom número de competidores.
Espero que todos aqueles que estão planejando criar novas organizações compreendam essa necessidade e que esse tipo de concorrência não volte a se repetir em outros estados brasileiros, onde o esporte está sendo divulgado e as organizações estão se firmando.
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É impossÃvel que todos que conheçam o esporte se apaixonem por ele. Isso ocorre em qualquer esporte. Mas, é preciso experimentar para gostar ou não gostar. E para experimentar, é preciso que alguém lhes apresente o esporte.
Como? Cada um pode encontrar seu caminho. A FEPEP – Federação Paulista de Enduro a Pé está investindo em dois: a participação do esporte nos Jogos Regionais e nos Enduros Escoteiros. Muitas cidades do interior paulista terão a oportunidade de conhecer o Enduro a Pé. Muitos jovens pertencentes ao movimento escoteiro já começaram a investir seu tempo em treinamentos com suas equipes.
Certamente, devem existir muitos outros caminhos. Faltam pessoas que queiram se envolver e tenham como se dedicar. Anotamos e avaliamos todas as sugestões, mas precisamos de pessoas que se comprometam com o fazer.
A Federação Paulista precisou ser criada por alguém. E não tem como um esporte se desenvolver sem estar vinculado a federações e confederações. Para quem não sabe, ainda estamos na segunda diretoria. Ainda assim, muita coisa foi feita, embora não apareça e nem seja divulgada. Muitos projetos foram elaborados, mas precisam de aprovação de entidades e governos.
Sem um mÃnimo de recurso, pouco pode ser realizado. Estamos trabalhando para obter esses recursos. Para isso, precisamos aumentar o número de filiados para termos credibilidade perante os órgãos competentes. Não tenho dúvidas de que estamos seguindo um caminho no mÃnimo correto para conquistar melhores condições para os organizadores e competidores.
A diretoria anterior da federação era criticada por acharem que ela nada fazia. Atualmente, recebemos crÃticas por estarmos tentando fazer algo pelo esporte.
Agradeço a todos pelas palavras de incentivo e pelas crÃticas construtivas.
George Hirata: George é atual presidente da Federação Paulista de Enduro a Pé. Foi colunista de todas as edições impressas da Revista Azimute sempre falando sobre o Enduro a Pé, seus problemas, futuro e possÃveis soluções. É também Chefe escoteiro no 20o. Grupo de Escoteiro Falcão Peregrino. Praticante de Enduro a Pé há 12 anos, foi tri-campeão Paulista com a equipe CURTLO CARAvANa. Durante 10 anos consecutivos, a equipe CURTLO CARAvANa manteve-se entre as top 10 do esporte.
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Ola, George ,mais uma vez concordo com sua colocação sensata , e sem dúvidas nenhuma muito existe e tem que ser feito pelo nosso esporte , mas as dificuldades os problemas são enormes , e nossos “inimigos” ainda são muitos , mas acredito que o caminho seja esse mesmo, trilhar devagar driblando as dificuldades , gostaria de mais uma vez me colocar solidário e a disposição para ajuda .
Abraços e parabens pelo trabalho .
Edson Maciel - PaulisTrekking
Fala George!
Assim como você torço para o desenvolvimento do esporte, mesmo meio ausente das provas ainda espero um dia ver o Enduro a Pé reconhecido pelas pessoas.
Abraços
Irineu Akio Kawato
Equipe Putz…Molhô o Lanche!